A Espanha conquistou hoje o sexto título da Taça Davis em ténis, depois de o número um mundial, Rafael Nadal, ter somado o ponto decisivo ao derrotar o canadiano Denis Shapovalov no segundo encontro de singulares.

Oito anos após erguerem a emblemática ‘saladeira de prata’ pela última vez, os espanhóis voltaram a triunfar na principal competição por seleções do ténis, graças às vitórias de Nadal e de Roberto Bautista Agut, que no primeiro encontro de singulares da final derrotou o jovem Felix Auger-Aliassime.

Naquela que era a décima presença de Espanha na final da Davis, e a primeira desde 2012, o líder do ‘ranking’ mundial confirmou o seu favoritismo e o da sua seleção, garantindo o decisivo ponto frente a Shapovalov (15.º), com um triunfo por 6-3 e 7-6 (9-7), em uma hora e 57 minutos.

Nadal, que não perde um ‘set’ na Davis desde a final de 2011 – foi o argentino Juan Martín del Potro o autor do ‘feito’ –, ainda enfrentou dificuldades para fechar o segundo parcial, num momento em que o canadiano entrou em ‘crescendo’, mas acabou mesmo por fazer o 2-0 que deu o sexto título a Espanha (2000, 2004, 2008, 2009 e 2011).

O sucesso da ‘armada espanhola’ em Madrid começou, contudo, a escrever-se ao início da tarde, quando o ‘capitão’ Sergi Bruguera surpreendeu ao escolher o nono jogador do ‘ranking’, que perdeu o pai há três dias e que só no sábado à tarde voltou a juntar-se aos seus companheiros, para o primeiro singular.

Mais experiente, o espanhol de 31 anos soube impor-se nos momentos decisivos, derrotando o canadiano Auger-Aliassime, de 19 anos, em dois ‘sets’, com os parciais de 7-6 (7-3) e 6-3.

“Nem sei sinceramente o que dizer. Mas digo-vos que não troco este encontro e o apoio que senti hoje por nada deste Mundo. Só estou a viver este momento graças aos meus companheiros, que venceram os seus encontros e apuraram esta equipa para a final”, disse um emocionado Bautista Agut, após fazer o 1-0 para a sua seleção na final diante do Canadá.

Aos canadianos resta a consolação de terem feito história para o seu país, que esteve pela primeira vez numa final da Davis, melhorando aquele que era o seu melhor resultado, a presença nas ‘meias’ da competição (1913 e 2013).

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