A supressão de formações ordenadas e placagens em pé no râguebi reduzirá significativamente o risco de contágio pelo novo coronavírus, de acordo com um estudo encomendado pela World Rugby citado hoje pelo ‘The Guardian’.

 Segundo o jornal inglês, o organismo que tutela a modalidade a nível mundial vai propor ao seu Comité Executivo a adoção das medidas sugeridas no estudo, apenas durante a pandemia de covid-19, tendo em vista o rápido regresso das competições.

 A investigação levada a cabo pelo organismo internacional indica que a eliminação de formações ordenadas [‘mêlées’] reduzirá o risco de contágio para os jogadores das primeira e segunda linhas em 30%, enquanto a proibição de placagens reduzirá em 20% a exposição a um risco elevado de contágio no âmbito geral.

 Entre outras medidas, citadas pela edição online do jornal inglês, estão a obrigatoriedade de mudança de equipamentos e capacetes ao intervalo, a proibição de ajuntamentos de jogadores no relvado, como a tradicional roda antes e após os encontros, assim como a proibição de cuspir, a troca frequente de bola e a obrigatoriedade de os jogadores lavarem a cara e as mãos por 20 segundos, várias vezes durante um encontro.

 A proposta deverá seguir para o Comité Executivo da World Rugby ainda esta semana, que decidirá, depois, a aplicação ou rejeição das propostas.

 Mesmo que as regras temporárias sejam aprovadas, cada federação terá liberdade para decidir se as adota ou não e a federação neozelandesa já terá feito saber que não as irá aplicar nas suas competições, nomeadamente no Super Rugby, que tem o recomeço agendado para 13 de Junho.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 350 mil mortos e infetou mais de 5,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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