Reinaldo Ventura, jogador português de hóquei em patins dos italianos do Trissino, não vai sair de Itália enquanto a situação da COVID-19 não estiver resolvida, mesmo que a federação decida terminar já o campeonato.

Em declarações à agência Lusa, o internacional português, que está há mais de um mês de quarentena em Itália, explicou que não há ainda qualquer decisão oficial da federação para que os campeonatos terminem já. Mesmo assim, e caso venha a ser anunciada essa decisão, Reinaldo Ventura apenas vai regressar a Portugal quando houver "condições de segurança para transportar a família".

"Ainda não nos disseram nada sobre o fim da época. Vamos aguardar o que vai acontecer. Se a decisão for essa, eu vou continuar aqui até que seja seguro sair. Não vou pegar nos meus filhos e na minha mulher e fazer uma viagem de carro, cheio de incertezas e sem saber se passamos na próxima fronteira. Não vou sair daqui enquanto não houver condições. Não arrisco", explicou o jogador.

Reinaldo Ventura referiu ainda que já ouviu histórias de companheiros de outras equipas que estão a tentar regressar aos respetivos países, uma atitude que acredita ser "de grande risco".

"A situação está tão complicada, que só o simples facto de sair de casa corresponde um grande risco. Entendo que existam jogadores que querem sair daqui e regressar para junto das suas famílias. Mas esta não é a altura. É muito perigoso", admitiu.

O jogador português tenta manter alguma 'normalidade' no dia-a-dia e da família, apesar de estar há mais de um mês em casa.

"Quero que os meus filhos tenham consciência do momento que estamos a viver, mas, mesmo assim, também quero que se mantenham serenos. O meu filho mais velho está a ter aulas online, e isso ajuda muito. O mais pequeno só quer brincadeira e eu acompanho-o", rematou.

Itália registou nas últimas 24 horas 2.477 novos casos de COVID-19, número inferior ao de quarta-feira, que confirma a tendência de desaceleração do contágio no país com mais mortes devidas à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

De quarta-feira para hoje, 760 pessoas morreram, elevando o total de mortes no país para 13.915. O total de casos confirmados em Itália desde 20 de fevereiro, quando foi diagnosticado o primeiro, eleva-se hoje a 115.242.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 47 mil morreram. Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com mais de 510 mil infetados e 35 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 209 mortes e 9.034 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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