O futsalista Pedro Cary congratulou-se na segunda-feira por ter alcançado a marca das 150 internacionalizações por Portugal, no encontro particular com a Espanha, quase 12 anos depois da estreia.

"Acima de tudo, sensação de um orgulho muito grande pelo percurso bonito e por desfrutar desta oportunidade que poucos têm. São 12 anos muito engraçados, que espero que se prolonguem. Não olho à idade, mas sim à qualidade e à competência e tudo farei para continuar a tê-la do meu lado", referiu à Lusa o ala, após o desaire das 'quinas' diante da 'roja' (2-1), em Matosinhos, numa reedição da final do último Europeu.

Esse duelo decisivo realizado em solo esloveno, em fevereiro de 2018, que ofereceu o primeiro título internacional ao futsal luso (triunfo por 3-2, após prolongamento), é apontado por Pedro Cary como o ponto alto da caminhada construída na seleção.

"A resposta é óbvia. Antigamente, sentíamos que Portugal estava muito distante de uma Espanha, Rússia, Itália ou Brasil. Volvidos 12 anos, parece-me que o trabalho desenvolvido tem sido muito interessante", reconheceu.

O algarvio, que contabiliza 36 golos ao serviço de Portugal, vestiu pela primeira vez a camisola das 'quinas' em 25 de setembro de 2007, aquando de uma goleada sofrida diante do pentacampeão mundial Brasil, por 7-3, num encontro particular disputado em São João da Madeira.

"Este trajeto individual envolve muitas pessoas, jogadores e equipas técnicas. Isso é de valorizar, porque foi com essas condições que Portugal conseguiu passar a ser uma das grandes seleções do mundo", recordou o quinto futsalista luso com mais internacionalizações, atrás de Arnaldo Pereira (208), João Benedito (181), Gonçalo Alves (171) e Ricardinho (161).

Aos 35 anos, Pedro Cary já esteve presente em três Mundiais (Brasil2008, Tailândia2012 e Colômbia2016) e cinco Europeus (Hungria2010, Croácia2012, Bélgica2014, Sérvia2016 e Eslovénia2018) e mostra intenções de ir mais além.

"Chegar aos 200 jogos? Não é pedir muito, mas nunca olhei a números nem a golos. 150 vindas à seleção é um número redondo, nada mais do que isso. Tudo farei dia após dia para que continue a vir cá", afiançou.

O ala canhoto assinou em meados de julho pelo Fútbol Emotion Zaragoza, 12.º classificado da liga espanhola, depois de se ter notabilizado durante nove temporadas ao serviço do Sporting, tempo suficiente para notar as diferenças de andamento da modalidade entre as duas nações ibéricas.

"Sporting e Benfica sabem que só saem derrotados num dia menos bom. Em Espanha isso não acontece. Há muita competitividade, intensidade e equipas poderosas. Temos de olhar para o campeonato espanhol como um incentivo para que Sporting e Benfica não estejam numa posição tão confortável e as outras equipas de menor dimensão possam ter os seus momentos de glória", concluiu.

Pedro Cary, que regressou a um país onde jogou em 2006/07 pelo Melilla FS, despediu-se de Alvalade com a conquista inédita da Liga dos Campeões, em abril, numa final ganha aos cazaques do Kairat Almaty (2-1), título que amealhou a um palmarés composto por seis campeonatos nacionais, seis Taças de Portugal, cinco Supertaças e uma Taça da Liga.

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