A seleção portuguesa elite masculina de ciclismo de estrada enfrenta no domingo a prova de fundo dos Mundiais de Innsbruck, na Áustria, no qual quatro corredores vão procurar imitar o feito de 2013, em que Rui Costa se sagrou campeão.

Cinco anos depois de ter conquistado a camisola ‘arco-íris’, em Itália, Rui Costa lidera a equipa, composta também por Nelson Oliveira, que já conseguiu um quinto lugar no contrarrelógio individual, Tiago Machado e Rúben Guerreiro.

Com o resultado de Oliveira como maior destaque luso em Innsbruck até ao momento, as atenções concentram-se agora na prova rainha dos Mundiais, em que Portugal repete parte da equipa de 2013: além de Rui Costa, também Tiago Machado (36.º) competiu, na altura acompanhados por André Cardoso.

O selecionador nacional, José Poeira, vê o traçado de 252,9 quilómetros “muito duro, dos mais duros em Mundiais”, pelas várias subidas de elevada inclinação.

“[As subidas] tornam esta uma corrida muito dura e muito diferente das outras, mas os corredores é que fazem as corridas duras. (...) Um Mundial é um Mundial, a clássica das clássicas, e é um título que todos querem e que é importante para qualquer corredor”, explicou o técnico.

Nelson Oliveira partilha das preocupações do selecionador quanto à dureza do percurso, e, em declarações à Lusa, considerou a edição de Innsbruck “talvez a mais difícil se sempre”, mas espera “recuperar até lá e que as coisas saiam bem a Portugal”.

“No contrarrelógio senti-me bem, e tenho vindo a sentir-me bem, mas o fundo é uma corrida totalmente diferente, com bastante montanha e bastante dura”, acrescentou.

Mesmo sendo sempre corridas “imprevisíveis”, apontou José Poeira, um bom lugar será, para a seleção portuguesa, “estar dentro dos 10 primeiros”, um lugar já ocupado “muitas vezes”, mas só uma no lugar do topo, com Rui Costa, a principal esperança no fundo.

“Para nós, não será fácil, mas não é impossível fazer o que idealizamos. Espero que seja um dia bom [da prova de elites], de sorte, e a sorte procura-se, e se não acontecer nada de mal vamos estar na discussão”, considerou.

No que toca aos favoritos à vitória, o principal candidato é o mesmo há quatro anos: o eslovaco Peter Sagan venceu as últimas três edições e procura a quarta, o que seria um novo recorde, mas terá como principais adversidades um pelotão ‘de luxo’ e as subidas repetidas.

Entre os outros candidatos, o holandês Tom Dumoulin, segundo no ‘crono’ individual, quererá ‘vingar’ a perda de superioridade na especialidade, mas há também o britânico Simon Yates, vencedor da Volta a Espanha, o italiano Vincenzo Nibali ou o francês Julian Alaphilippe, entre outros nomes.

Os corredores partem de Kufstein e cobrem 79,1 quilómetros até entrarem no circuito final, em Innsbruck, onde farão seis voltas curtas (23,8 km) e uma longa (31 km). Em todas, terão de enfrentar a subida de Angerberg (7,9 km a 5,7%) e, na última, o ‘Inferno’ de Hottinger (2,8 km a 11,5%), cuja pendente máxima é de 28%.

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