O gigante entra na sala com os joelhos ligados com gelo e um sonoro "Bonjour!" aos jornalistas. Giannis Antetokounmpo, estrela do Milwaukee Bucks, reconheceu ter pouco tempo para aproveitar Paris, onde se encontra a estagiar com a sua equipa e onde vai enfrentar o Charlotte Hornets.

Líderes da Conferência Leste, os Bucks tinham acabado de treinar na pavilhão do AccordHotels Arena, onde nesta sexta-feira será disputada a primeira partida da NBA na França.

Durante uma sessão de treino descontraída, Antetokounmpo, de 25 anos e eleito melhor jogador da NBA na última temporada, só mostrou seriedade ao treinar os lançamentos de três pontos, talvez a única fraqueza de seu jogo. "Eu gosto de melhorar e enquanto mais confortável estiver, mais tentarei de três", explicou.

Conseguiu encontrar um equilíbrio entre jogar uma partida oficial e poder passear por Paris por alguns dias?

"Falava disso com meu irmão (Thanasis, que também jogo nos Bucks). Estamos aqui, num lugar sinonimo de férias, mas aqui vamos jogar uma partida oficial. Vemos toda a expetativa, mas temos um trabalho a fazer, então precisamos estar concentrados".

Como a equipa se adaptou depois de uma viagem tão longa? Puderam passear pela cidade?

"O problema é o jet lag, é difícil dormir à noite. Mas tivemos tempo para nos recuperar e descansar. Não pude passear muito pela cidade, mas muitas pessoas me reconheceram. Tudo bem, faz parte da experiência, gosto de estar aqui. Há alguns anos eu estive aqui com minha namorada e fomos à Torre Eiffel, ninguém me conhecia na época. Tenho que voltar aqui sozinho, a cultura é incrível. Voltarei".

Vocês visitaram o Parque dos Príncipes. Gosta de futebol?

"Gosto muito. Quando era criança eu torcia para o Arsenal, joguei futebol dos 9 aos 12 anos, depois dediquei-me ao basquete. No FIFA eu escolhia sempre o PSG, quando Ibrahimovic jogava aqui. Quando surgiu a possibilidade de ir ao estádio, não hesitei. Neymar e Mbappé não estavam lá, mas foi divertido. Conhecemos a história, fomos ao balneário e brincamos com a bola. Foi uma experiência bonita e ainda recebemos camisolas".

De pais nigerianos, nascido e criado na Grécia. Podemos dizer que você é uma das bandeiras da globalização da NBA?

"Com certeza, sou um desses jogadores 'globais' da NBA, mas já tivemos muitos no passado. Não começou comigo, foi com Drazen Petrovic ou Toni Parker. A NBA está a fazer um grande trabalho para se expandir com os jogos em Londres, agora em Paris, e esperamos que em outros países futuramente. Isso permite que a NBA fique acessível para muita gente".

Ontem foi a estreia na NBA de Zion Williamson -22 pontos em 18 minutos-, o miúdo de 19 anos que promete ser a futura grande estrela da NBA. O que achou da estreia dele.

"Eu sabia que ele se estrear, mas não pude assistir porque era tarde aqui. Quando acordei vi os melhores momentos e vi que ele marcou 17 pontos em quatro minutos, foi incrível. Fico muito feliz por ele, conseguiu voltar a jogar (depois da lesão). É preciso dar tempo, ele vai ser um monstro, mas tem que ir passo a passo, dia a dia, e ter saúde".

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