A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) manteve hoje a suspensão da Rússia, banida das provas internacionais desde novembro de 2015, na sequência de escândalo de doping e corrupção, patrocinados pelo estado.

A três meses dos mundiais do Qatar, o conselho da IAFF, reunido no Mónaco, vetou pela 11.ª vez as pretensões das autoridades russas, que já viram o Comité Olímpico Internacional (COI) e a Agência Mundial Anditoping (AMA) reverter a interdição e aceitar competidores russos em provas internacionais.

A IAAF é, assim, o último grande órgão do desporto mundial a proibir a Rússia, pelo que a sua participação em Tóquio2020 não está garantida, depois da ausência no Rio2016.

O relatório do grupo de trabalho que analisa a situação verificou “desenvolvimentos positivos”, contudo a comissão admitiu ter ficado “perturbada” pelas recentes revelações sobre treinadores que continuaram a exercer depois de serem suspensos por doping, bem como pelo recente escândalo do caso encoberto de doping do saltador Danil Lysenko, vice-campeão mundial em 2017 e campeão mundial indoor em 2018.

A suspensão da Rússia vai persistir até, pelo menos, à próxima reunião da IAFF, em Doha, alguns dias antes do campeonato do Mundo, de 27 de setembro a 05 de outubro.

Ainda assim, alguns russos poderão competir nos mundiais, nomeadamente os que são considerados limpos por parte de um painel antidoping, tendo de o fazer, no entanto, sob uma bandeira neutra.

Os Mundiais de Pequim, em 2015, foram os últimos a contar com a sua participação da Rússia.

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