O Comité Olímpico Internacional (COI) reconheceu hoje que o adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 para 2021, devido à pandemia de COVID-19, vai gerar "custos adicionais" para o organizador japonês e para o próprio organismo, mas não quantificou.

“Os custos? É um processo em andamento. O que é certo é que haverá custos adicionais para o comité organizador de Tóquio, bem como para o COI e para a família olímpica, mas estamos muito atentos a isso", afirmou o diretor do COI Christophe Dubi, durante uma conferência de imprensa.

Dubi preferiu não abordar valores, porém acrescentou que o adiamento da competição faz com que “dezenas de milhares de linhas de orçamento tenham de ser revistas".

O diretor do organismo enalteceu ainda que Tóquio “encontrava-se em excelente situação financeira antes da crise”, motivada pela pandemia do novo coronavírus.

"Eles [japoneses] fizeram uma campanha fantástica em termos de marketing, na venda de ingressos e acomodação. Isso ajudou bastante, porque geraram receitas muito grandes e podemos contar com isso", contou.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021, devendo realizar-se entre 23 de julho e 08 de agosto, quase um ano depois das datas inicialmente previstas (24 de julho e 09 de agosto de 2020), devido à pandemia da COVID-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil. Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, acima de 508 mil infetados e 34.500 mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 209 mortes e 9.034 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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