Esta sexta-feira, a direção do Sporting apresentou em conferência de imprensa um balanço do trabalho desenvolvido desde que Frederico Varandas assumiu a presidência do clube de Alvalade, em setembro de 2018.

Para começar, o presidente do Sporting falou sobre as claques do emblema leonino e lembrou ainda o dia das agressões na Academia de Alcochete.

Durante a presidência de Bruno de Carvalho, "as claques tinham direito a 875 bilhetes do clube e podiam comprar mais 1000 ao preço mais barato, por outro lado tinham ainda direito a receber 50% da quotização dos sócios que estão inscritos nas claques. Desde 2013, a dívida passou de 115 para 780 mil euros, segundo o valor que apurámos, sendo que a sua totalidade pertence quase por completo à Juventude Leonina."

"É legítimo as claques criticarem a exibição da equipa? Claro que é, mas também é legítimo criticar a exibição das claques. Não gostei da atitude. Querem um grupo com maior talento da formação? Nós também e trabalhamos todos os dias para isso", referiu Frederico Varandas.

De seguida, o dirigente leonino apontou a principal razão para que o Sporting não tenha a equipa que os membros da claque desejariam: as agressões aos jogadores na temporada passada.

"14 de maio de 2018 foi o dia do maior rombo financeiro e desportivo da história do Sporting. Agora, quando o clube se está a reerguer, voltamos a receber ameaças intimidatórias. Vejo exigências, vejo elementos de claque a contestarem os sócios anónimos. Eu, nos anos 90, fiz parte da Juventude Leonina. Havia excessos sim, mas havia um amor puro pelo clube, hoje não reconheço esse espírito, só vejo um negócio. Enquanto aqui estiver, o Sporting não voltará a ser refém de ninguém. Enquanto nós estivermos aqui, não haverá ninguém acima do sócio anónimo que paga as suas quotas e os seus bilhetes.", avisou o presidente dos 'leões'.

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