O Sporting ainda não tomou uma decisão sobre as várias propostas que recebeu para patrocinar as camisolas do clube para a próxima época e critica o Benfica e o FC Porto por negociarem unilateralmente os patrocínios.

“Os nossos rivais resolveram negociar individualmente os patrocínios. Essa atitude vai fazer com que os valores desçam para todos e não tem a ver com os resultados desportivos, mas com a péssima imagem que damos enquanto negócio”, disse hoje uma fonte da direção do Sporting durante um encontro promovido com os jornalistas em Alvalade.

O Sporting tem várias propostas para substituir a PT, que vai deixar de patrocinar as camisolas da equipa no final da época, mas os seus dirigentes asseguram que ainda não foi tomada qualquer decisão.

Questionada sobre qual o valor justo de uma proposta de patrocínio, a mesma fonte considerou que aquele “depende sempre do que os interessados estão dispostos a dar”, sendo que o preço “não decorre apenas do desempenho desportivo, mas também do número de adeptos, da influência do clube e da sua presença no mundo”.

Quanto ao `naming´ do estádio, existem também várias propostas, mas não foram consideradas “satisfatórias”, além de que a decisão definitiva “terá de ser aprovada em Assembleia-Geral depois do trabalho de prospeção que está a ser feito a nível mundial”.

Outro tema importante tem a ver com a centralização dos direitos televisivos a partir de 2018, que conta com o apoio do Sporting: “Somos a favor e defendemos o modelo italiano, com algumas adaptações às especificidades do futebol português, como um caminho a seguir até adotarmos o modelo inglês. Temos é de evitar seguir o exemplo de Espanha, onde os direitos televisivos estão centralizados em dois clubes”.

A mesma fonte manifestou-se contra a ideia de os jogos serem transmitidos nos canais dos próprios clubes, como já acontece com o Benfica, por entender que não é um bom negócio, "por mais cosmética que alguns fazem para demonstrar o contrário".

“Basta olhar para os outros canais dos grandes clubes do mundo e ver que nenhum deles passa os jogos. Não somos nós que vamos descobrir a pólvora. Não é bom negócio. Não acredito que este seja um modelo transparente para o futebol”, concluíu a fonte da direção do Sporting.

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