O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, negou na segunda-feira ter qualquer problema pessoal com o presidente da Liga de clubes, Pedro Proença, e descartou "fazer alianças com quem quer que seja para destruir quem quer que seja".

"Não tenho nada de pessoal contra Pedro Proença. Se alguém o apoiou na relação da Liga com a Federação Portuguesa de Futebol, fui eu", começou por dizer Vieira, em entrevista à BTV, na qual assumiu que a carta enviada por Proença ao Presidente da República esteve na origem da demissão do Benfica da direção da Liga de clubes.

A eventual transmissão de jogos da I Liga em canal aberto, solicitada pelo presidente da LPFP, levou à decisão: "Foi uma carta remetida pela Liga, em nome dos clubes. Eu não conhecia a carta e fiquei indignado quando a li. Ninguém pode falar em nosso nome sem darmos autorização para tal. Nunca deveriam ter feito isso. [O Benfica] Tinha de sair da Liga, até para poder mostrar ao nosso operador [NOS] que não éramos coniventes com aquilo. Mas não tenho nada contra Pedro Proença."

Embora reconhecendo a centralização dos direitos televisivos poderá ser uma realidade a partir de 2028, Vieira lembrou que, até lá, "há temas que têm de ser bem preparados para se chegar à centralização, como a pirataria ou a visibilidade da Liga portuguesa em termos internacionais".

Por outro lado, rejeitou qualquer intenção do Benfica em formar uma aliança com o Sporting, como recentemente insinuou o presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, lembrando uma mensagem que o antigo líder do Sporting, Bruno de Carvalho, lhe enviou no dia em que foi destituído da direção dos ‘leões'.

"É um momento de muita ternura entre os dois. Não está no meu horizonte fazer alianças com quem quer que seja para destruir quem quer que seja. Aliás, isso já aconteceu em duas situações, para destruir o Benfica, uma delas com essas duas pessoas. Tentaram destruir-nos através de calúnias, mas será feita justiça. Acredito na justiça e ninguém nos vai julgar por algo que nunca fizemos", observou.

A recente demissão do presidente da Mesa da Assembleia-Geral (AG) do Benfica, Luís Nazaré, foi justificada por Vieira como uma divergência de opiniões, a pouco menos de cinco meses das eleições no clube.

De resto, um ato eleitoral em que o atual presidente do Benfica, no cargo desde 2003, terá a oposição de Bruno Costa Carvalho, candidato derrotado em 2009, e de Rui Gomes da Silva, antigo vice-presidente dos ‘encarnados', a quem Vieira apelidou de "populuxo”.

"[Duas candidaturas de oposição] Demonstra que o Benfica tem muita vitalidade. Não se passou nada com Rui Gomes da Silva. Ele disse várias vezes que eu era o melhor presidente da história do Benfica, portanto não faz sentido ele falar quase todos os dias. Se quer notoriedade, que o faça. Todos os dias dá alegrias aos nossos adversários. Quem não o conheça, acha que está ali um antibenfiquista. Qualquer dia está no Porto Canal", finalizou Vieira.

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