O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), Luciano Gonçalves, disse hoje que não pode ligar à forma negativa como o presidente do Vitória de Guimarães, Júlio Mendes, criticou a arbitragem.

O líder vitoriano defendeu, na quarta-feira, que o clube minhoto já poderia ter 15 pontos na I Liga ao fim de sete jornadas disputadas, em vez dos 10 que soma neste momento, se não fossem os erros de arbitragem.

“Não [devemos] ligar àquilo que é incutido cá para fora de uma forma negativa, mas inserirmos e percebemos aquilo que temos que analisar dessas palavras”, limitou-se a dizer Luciano Gonçalves, à margem da cerimónia anual do Cartão Branco, realizado em Lisboa.

Após a derrota caseira com o Feirense (1-0), na segunda ronda do campeonato, os vimaranenses prometeram avaliar as arbitragens aos jogos da equipa, de seis em seis jornadas, e, no primeiro balanço realizado, Júlio Mendes frisou que o Vitória deveria ter somado três pontos no embate com os 'fogaceiros' e mais dois no duelo com o Vitória de Setúbal (1-1), para a sexta jornada.

Já sobre o castigo inédito aplicado pelo conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a um dirigente do Albergaria, clube que disputa o principal escalão de futebol feminino, face a um insulto proferido a uma árbitra, Luciano Gonçalves referiu que tal comportamento não deve ser repetido.

“Apenas espero e interessa-me é que essa pessoa possa não voltar a cometer esse tipo de comportamento. Tenho quase a certeza que aquele agente vai entender que certamente está arrependido daquilo que fez”, terminou.

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