O presidente do Marítimo abordou na noite desta quinta-feira a possibilidade deixada em aberto pelo governo português de a I Liga regressar a partir do final de junho. "A minha primeira reação é positiva e bem-vinda. Mas é bem-vindo não só pelo futebol, mas sim porque a vida volta à normalidade, a partir de 1 de junho", começou por afirmar, citado pelo jornal 'O Jogo'.

Carlos Pereira acrescenta que os jogos à porta fechada não são do seu agrado, mas respeita a decisão. "À porta fechada não é espetáculo. Acho que é mais parecido a um funeral do que a um espetáculo, mas tenho que respeitar. Mas, também não consigo perceber como é que o cinema e teatro podem ter pessoas num ambiente fechado e o futebol não pode ter ninguém", sublinha em declarações àquele jornal.

A insularidade do conjunto maritimista poderá constituir um problema, mas Carlos Pereira lembra que o primeiro-ministro não falou da hipóteses de os jogos virem a ser concentrados numa só zona geográfica. "O primeiro-ministro não disse nada sobre os jogos serem concentrados numa zona específica do país, apenas referiu que vão ser à porta fechada. Se nós vamos voltar à normalidade, é à normalidade e o campeonato terá que ser realizado conforme mandam os regulamentos da Liga", frisa o presidente do conjunto madeirense.

Carlos Pereira rejeito igualmente a possibilidade de o clube, por iniciativa própria, compensar os adeptos portadores de bilhete de época. "Compensar? Não foi imposto por mim. É uma medida que o governo determinou e não tem que haver aqui compensações. Se houver, tem que ser da parte do responsável que proibiu", rematou.

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