Bruno de Carvalho confirmou, através das redes sociais, que foi constituído arguido na sequência da operação 'Fora de Jogo', que diz respeito a suspeitas de práticas susceptíveis de integrarem crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, no futebol.

O antigo presidente do Sporting garantiu que "vai ser um puro prazer colaborar com a justiça para se apurar a verdade" sobre duas das suas "maiores guerras no futebol: os fundos e os agentes".

"Sempre disse que a AT [Autoridade Tributária] tinha de investigar o futebol e intervir. Constituído como arguido, num processo que vai de 2010 até aos dias de hoje, na qualidade de ter sido presidente da Sporting SAD de 2013 a 2018, vai ser um puro prazer colaborar com a justiça para se apurar a verdade sobre mais duas das minhas maiores guerras no futebol: os fundos e os agentes. Agora vai tudo piar mais fino", assinalou o ex-líder dos 'leões' numa publicação no Facebook.

"Estou muito feliz por, mais uma vez, denúncias públicas feitas por mim, por causa dos contratos/jogadores Doyen, e não só, estejam a ser alvo de uma Mega-Operação por parte do Ministério Público e AT", notou.

No decurso da operação 'Fora de Jogo' foram realizadas, num total de 56 locais, 40 buscas domiciliárias e 31 buscas não domiciliárias, designadamente, em diversos clubes de futebol e respetivas sociedades e 5 buscas a escritórios de advogados.

Mais tarde, a PGR confirmou a constituição de 47 arguidos (24 pessoas coletivas e 23 pessoas singulares), entre os quais jogadores de futebol, agentes ou intermediários, dirigentes desportivos e advogados.

"Em causa estão suspeitas da prática de factos suscetíveis de integrarem crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. No inquérito investigam-se negócios do futebol profissional, efetuados a partir do ano de 2015, e que terão envolvido atuações destinadas a evitar o pagamento das prestações tributárias devidas ao Estado português, através da ocultação ou alteração de valores e outros atos inerentes a esses negócios com reflexo na determinação das mesmas prestações", pode ler-se na nota enviada às redações na quarta-feira.

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