O Benfica SGPS pediu ao supervisor da bolsa autorização para revogar a oferta pública de aquisição (OPA) que lançou em novembro sobre a Benfica SAD, devido aos efeitos da pandemia da covid-19, informaram hoje as 'águias'.

"Este requerimento foi formulado ao abrigo ao artigo 128.º do Código dos Valores Mobiliários (por remissão do artigo 130.º, n.º 1 do mesmo Código), tendo por conta a alteração das circunstâncias determinadas pela pandemia associada ao novo Coronavírus – COVID19 e os impactos da mesma, diretos e indiretos", pode ler-se no comunicado.

Os 'encarnados' adiantam ainda que desistem da operação - com que pretendiam aumentar a participação acionista da SGPS na SAD - "tendo por conta a alteração das circunstâncias determinadas pela pandemia associada ao novo coronavírus, covid-19, e os impactos da mesma, diretos e indiretos".

"Após vários meses de negociações, a Benfica SAD celebrou com a Benfica Estádio, no dia 10 de outubro de 2019, um contrato de cessão de exploração do Estádio do Sport Lisboa e Benfica, no qual revogou o anterior contrato de utilização do Estádio do Sport Lisboa e Benfica, celebrado em 2003. A celebração deste acordo permitiu, designadamente, a adaptação da estrutura contratual à atual relação entre a Benfica SAD e a Benfica Estádio (sociedades indiretamente participadas pelo Sport Lisboa e Benfica e sem relação entre si) e a atualização dos montantes a pagar, cujo valor mínimo anual não sofria alterações desde há cerca de 15 anos. O referido contrato manteve a mesma duração do acordo anterior, ou seja, vigora até 30 de junho de 2041, e prevê uma prestação anual composta por um valor mínimo anual de €4.500.000, acrescido de um valor variável que, tendo em consideração o modelo de negócio, será sempre apurado no final do exercício – refira-se que, no último exercício, o custo suportado pela Benfica SAD superou os mencionados €4.500.000", esclarecia a nota.

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