O lateral-direito do Benfica concedeu uma longa entrevista ao jornal 'Record', em que fala da mais recente época ao serviço dos encarnados e da seleção nacional.

No final da temporada, especialmente na última jornada, André Almeida mostrou estar em esforço físico, mas mesmo assim continuou a jogar. O lateral admite que foi Bruno Lage que o incentivou.

"Este título é de um grupo de superação. Ao longo do ano, a equipa soube sempre dar a cara, dar uma resposta quando tinha de dar. Da minha parte, o mínimo que pude fazer foi aguentar as dores para estar com eles lá dentro. O míster soube compreender isso e mesmo às vezes abdicando de treinar para estar nas melhores condições possíveis. Agradeço-lhe ter confiando em mim dessa maneira", referiu André Almeida.

Quanto ao momento mais 'negro' da equipa, aquando da saída de Rui Vitória, o lateral explicou que "mesmo quando as coisas não correram bem, o grupo sempre teve muita vontade de mostrar o valor que tinha. Como em tudo na vida, as coisas não saem sempre como nós queremos e essa situação de termos mudado de treinador foi uma situação natural não tanto pelas competências, mas pelo que era necessário naquela altura."

"O míster Bruno Lage teve muito mérito naquilo que nos trouxe. Trouxe-nos o futebol positivo e a alegria. Tirou-nos o peso de jogarmos a pensar no título final. Fomos jogo a jogo, passo a passo, treino a treino, a divertirmo-nos e a desfrutar de cada treino com colegas de muita qualidade. É isso que temos de levar para a vida. Desfrutar de cada momento e aproveitar ao máximo", acrescentou ainda André Almeida.

"Posso dizer que a nível de números foi a melhor época da carreira. Sempre fui um jogador muito dedicado. Tentei fazer o meu trabalho da melhor maneira possível, mas esta época só se deve ao trabalho de todos", disse ainda.

Aos 28 anos, André Almeida conta com oito internacionalizações pela seleção nacional. Questionado sobre uma possível convocatória, o lateral admitiu que há outros jogadores para a sua posição.

"Eu trabalho sempre nesse sentido, mas o míster Fernando Santos tem escolhido e bem. Ele acabou por ser campeão europeu em 2016, estar presente na final four da Liga das Nações e vencê-la. Isso prova que as escolhas do míster têm sido feitas da melhor maneira", referiu.

"Acho que quem ele escolher vai ser justíssimo, até porque na minha posição temos jogadores de enorme qualidade como são os casos do João Cancelo, o Nélson Semedo, que foram por sua vez campeões nos seus clubes também. Temos o Ricardo [Pereira], que integrou a equipa do ano da Premier League, e o Dalot, que também tem qualidade", concluiu.

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