Mais um duelo ganho pelo Liverpool de Klopp sobre o Manchester City de Guardiola. O técnico catalão não consegue encontrar um antídoto para levar a melhor sobre o alemão nos jogos em Anfield Road. Na tarde deste sábado, foi a eficácia a fazer a diferença para os campeões europeus, que venceram os campeões ingleses por 3-1.

A vitória permite ao Liverpool chegar aos 34 pontos e alargar para nove a vantagem sobre o Mancheste City, equipa que caiu para o quarto posto. Os 'citizens foram ultrapassados pelo Leicester e Chelsea, ambos com 26 pontos.

Naquele que era o jogo mais esperado da ronda 12 da Premier League, o Liverpool entrou praticamente a vencer, num golo polémico  aos seis minutos. Um corte para a entrada da área de Rodri deixou a bola nos pés de Fabinho, que 'encheu' o pé e bateu Claudio Bravo. Que golaço! O City pediu penalti antes da jogada, numa bola que foi às mãos de Lovren dentro da área do Liverpool. Mas o árbitro Mike Oliver, após conversa com o VAR, validou mesmo o golo até porque, na mesma jogada, a bola tinha ido antes às mãos de Bernardo Silva.

Num jogo onde a pressão de ganhar estava mais do lado do City, a equipa de Pep Guardiola voltou a não dar-se bem com o 'Gegenpress' de Klopp (pressão alta e contra-ataque), muito mais eficaz. O Liverpool recuava muito as linhas, era mais agressiva na pressão e quando ganhava a bola, saía em rápidos contra-ataques, aproveitando a velocidade dos três homens da frente: Firmino, Salah e Mané.

E foi num lance desses que chegou o 2-0, da autoria de Salah. Passe fantástico de Andy Robertson para a área contrária, Fernandinho falhou o corte e o egípcio, de cabeça, a bater Claudio Bravo pela segunda vez, naquela que era também o segundo remate dos campeões europeus enquadrado com a baliza. Eficácia total.

O City ia trocando a bola mas sentia dificuldades para colocar à prova o guarda-redes Alison Becker. A aguerrida defensiva 'red' não dava espaço aos criativos do City, uma equipa muito lenta na circulação da bola.

Se estava a ser difícil, pior ficou quando aos 51 minutos, Jordan Henderson descobriu Sadio Mané ao segundo poste com um cruzamento fantástico. O senegalês voou para o 3-0, apanhando de surpresa Kyle Walker que nem deu pela presença do jogador. 3-0 e a vitória mais perto.

Foi já com Gabriel Jesus no lugar de Aguero que o City reduziu pelo português Bernardo Silva, num remate colocado, após jogada de insistência, aos 78 minutos. Nascia a esperança só faltavam 12 minutos. Tempo que não deu para mais nada.

O City somou a terceira derrota da época na Premier League e já a nove pontos da liderança. Os campeões ingleses caíram para o quarto posto, o Liverpool lidera com 34, mais oito que o Leicester e o Chelsea, segundos na tabela.

Com as insígnias de campeão europeu, mas sem conseguir triunfar no plano interno, com o último título na Liga inglesa a datar de 1989/90, o Liverpool desta época parece deixar todo esse ‘estigma’ no passado.

Jornada após jornada, com exceção a um empate em Old Trafford com o Manchester United (1-1), a equipa de Jurgen Klopp não tem tido concorrência e, em 12 jogos, tem 11 triunfos, um empate, 28 golos marcados e 10 sofridos.

Também hoje, o Wolverhampton regressou às vitórias na 'Premier', vencendo o Aston Villa por 2-1, com Rúben Neves a marcar o golo inaugural, e o Manchester United bateu o Brighton, por 3-1.

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