O Mundial arranca esta tarde em Moscovo, mas as contas fora de campo já estão a ser feitas. A Nike e a Adidas são as principais marcas desportivas envolvidas no Campeonato do Mundo, mas esperam uma situação pouco favorável.

As duas marcas disputam o mercado do futebol fora das quatro linhas e tanto no Mundial da Alemanha em 2006 como no Mundial do Brasil em 2010 registaram bons resultados lucrativos, mas, desta vez, ambos estão com dúvidas que os ganhos sejam similares.

Kaspar Rorsted, o presidente da Adidas, já admitiu os receios quanto a este Mundial. "Não há dúvida de que o Mundial da Rússia vai lucrar menos do que o de há quatro anos", afirmou Rorsted. Enquanto isso, a Nike apostou na presença em campo e instalou um centro desportivo em Moscovo com pequenos campos disponíveis para os jovens russos.

Futebol: a jóia da coroa

Em 2016, o futebol representou 13% das vendas da Adidas num ano que ficou marcado pelo Europeu de Futebol em França. No caso da Nike, as vendas bateram limites em 2017. As marcas sabem que o Mundial é um evento importante para os lucros das empresas e mantém a esperança nas vendas de camisolas e outros acessórios, embora nem todos acreditem nessa esperança, como é o caso de Markus Voeth, professor de Marketing na Universidade de Hohenheim, na Alemanha. “Há menos opções para que esta seja uma grande festa do futebol. A demanda de artigos desportivos na Rússia não vai ser grande", estima Voeth.

O facto de o futebol não ser o desporto-rei do país anfitrião, a Rússia, torna estas dúvidas ainda mais reais. Andreas Riemann, analista no banco alemão Commerzbank, acredita que o local é o verdadeiro problema. "Um Mundial organizado na Europa Ocidental teria sido melhor para a Adidas", diz Andreas.

Mas, ambas as marcas sabem que o Mundial não deixa de ser uma oportunidade para dar visibilidade às marcas.
A Adidas veste 12 equipas incluindo a seleção anfitriã, Rússia, a defensora do título, Alemanha e as favoritas Espanha e Argentina. Do outro lado, a Nike tem 10 equipas como o Brasil e França, em 2014 vestiu 12. Mas, nos pés quem ganha é a Nike, que vê as suas chuteiras a serem usadas pela maioria dos jogadores incluindo Cristiano Ronaldo.

A marca com menos equipas é a Puma, que apenas veste 4 seleções metade das que tinha no último Mundial.

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