Costuma dizer-se "não voltes aonde já foste feliz", mas Leonardo Jardim parece não gostar dessa máxima. Depois de ser despedido em outubro, o português regressou ao clube do Principado no final do mês de janeiro para tentar evitar a descida de divisão.

A separação entre o madeirense e o clube francês durou cerca de quatro meses. Depois de conduzir uma jovem jovem e promissora turma de craques ao título em 2017, derrubando o poder e dinheiro do Paris Saint-Germain, a sorte não continuou a ser a mesma nas últimas duas épocas.

Com os jogadores a serem vendidos uns atrás dos outros e os seus substitutos a não estarem à altura, Jardim apenas conseguiu o segundo lugar na época passada. Na corrente época as coisas começaram da pior maneira. Em 11 partidas, entre campeonato e Liga dos Campeões, o AS Mónaco conseguiu apenas uma vitória. Depois de quatro derrotas seguidas, o destino do madeirense foi traçado, deixando a equipa em zona de despromoção. Chegava ao fim um 'namoro' de quatro épocas e uns meses.

Mas o seu substituto também não fez melhor. Thierry Henry teve a sua primeira experiência como treinador de uma equipa principal - tinha sido adjunto na seleção da Bélgica -, mas também não teve sorte no clube do Principado. O 'reinado' do ex-internacional francês durou apenas 20 jogos, qualquer coisa como três meses. Nesse período, Henry conquistou apenas quatro vitórias (excluindo uma vitória por penáltis na Taça de França), e deixou a equipa na zona de despromoção.

A descida de divisão começava a ser uma realidade, e a direção do Mónaco viu-se obrigada a voltar a chamar Jardim e a sua equipa técnica para tentar resolver o problema. Na hora de comunicar o regresso do treinador português, Vadim Vasilyev, vice-presidente do clube do Principado, justificou aos adeptos o porquê de ter resgatado Leonardo Jardim, assumindo que a decisão de despedir o português, em outubro passado, foi "prematura".

"O nosso clube está a passar por um momento muito complicado. Hoje, estou pronto para declarar que tenho total responsabilidade. Somos forçados a ver que vendemos muitos jogadores importantes durante a janela de transferências de verão e, apesar dos meios consideráveis, foram cometidos erros para substituí-los, erros que não permitiram compor uma nova equipa competitiva. A decisão de demissão do técnico Leonardo Jardim foi similarmente prematura", sublinhou o dirigente monegascos em comunicado.

Certo é que com o regresso de Leonardo Jardim ao Mónaco, o clube francês foi obrigado a abrir os cordões à bolsa para reforçar a equipa neste mercado de inverno. Ao emblema monegascos chegaram oito caras novas no mês de janeiro, entre elas as de dois portugueses. Gelson Martins e Adrien Silva chegaram por empréstimo para tentar salvar a equipa do Principado da descida de divisão.

Aos dois internacionais lusos juntou-se a contratação de jogadores experientes para 'orientar' os mais novos, ao contrário do que tinha acontecido no início da temporada em que foram contratados muitos jovens. Naldo, Fàbregas e Vainqueur são outros dos atletas que assinaram pelo Mónaco em janeiro, a que se juntam Carlos Vinícius (que chegou do Rio Ave), Fodé Ballo-Touré e Georges-Kevin N'Koudou.

A verdade é que desde a chegada de Leonardo Jardim o Mónaco ainda não perdeu nenhum encontro (foi eliminado na Taça da Liga no prolongamento), mas ainda não deixou a zona de despromoção. Os monegascos ocupam, neste momento, o 18.º lugar na tabela classificativa a um ponto do primeiro clube acima da linha de água. Porém, o Dijon tem menos um jogo que o Mónaco.

Resta agora saber se esta aposta de Vasilyev em Leonardo Jardim foi acertada e fará com que o Mónaco evite a descida à Ligue 2 da qual subiu em 2012/13.

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