A polícia espanhola libertou no domingo 17 portugueses, que tinham sido detidos dois dias antes, suspeitos de estarem a vender cocaína falsa aos adeptos ingleses que foram a Madrid assistir à final da Liga dos Campeões de futebol.

Fonte da Polícia Nacional disse à agência Lusa que “a qualidade da cocaína está a ser analisada”, havendo dúvidas sobre se se trata realmente daquela droga ou de uma substância idêntica que servia apenas para enganar os compradores.

As forças de ordem espanholas também estão a investigar se os suspeitos, com idades entre 21 e 39 anos, que foram postos em liberdade, têm alguma relação familiar entre eles, visto que inicialmente foi noticiado que se tratava de membros da mesma família.

Depois de ouvidos por um juiz de guarda, a quem disseram ter vindo de Lisboa passar o fim-de-semana, os portugueses foram postos em liberdade, estando a ser investigados por alegados delitos "contra a saúde pública".

Por outro lado, fonte do Tribunal Superior de Justiça de Madrid disse à Lusa que os 17 portugueses vão ser chamados para prestar mais declarações “nas próximas semanas ou meses”.

“Trata-se de um crime grave, mas não se justifica que sejam ouvidos já de seguida”, acrescentou a mesma fonte.

Segundo o diário ‘El Mundo’, os portugueses estavam a vender por 20 euros, aos adeptos do Tottenham e do Liverpool, uma grama de um pó branco que na realidade era uma substância parecida à cocaína, que tinham adquirido na farmácia por 70 cêntimos.

Os portugueses foram presos por agentes à paisana que faziam parte do dispositivo de segurança montado para prevenir alterações à ordem pública na final da Liga dos Campeões, um jogo que se realizou na noite de sábado.

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