Seis dirigentes do FC Barcelona, entre eles os vice-presidentes Emili Rousaud e Enrique Tombas, apresentaram esta quinta-feira a demissão ao presidente do clube catalão, Josep Maria Bartomeu, segundo confirmou a agência noticiosa espanhola EFE.

A renuncia aos respetivos cargos foi avançada pelo jornal ‘La Vanguardia’ e é vista como um movimento de resposta, depois do líder do clube ‘culé’ ter solicitado a demissão de Rousand e Tombas, assim como de Sílvio Elías e Josep Pont, alegadamente por falta de confiança.

Contudo, não se esperava que outros dois dirigentes, Maria Teixidor e Jordi Calsamiglia, seguissem o mesmo passo.

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As seis demissões não colocam em causa o mandato de Bartomeu no FC Barcelona, que expira em 2021, mas a liderança e a coesão no seio do clube poderão vir a ser questionadas.

O caso 'BarçaGate', que consistia numa alegada utilização de uma empresa para influenciar negativamente o prestígio nas redes sociais de jogadores, ex-jogadores e outras áreas do clube, sem o conhecimento do conselho diretivo, terá sido a ‘gota de água’ para os seis elementos.

De acordo com o ‘La Vanguardia’, os demissionários asseguram, na carta de despedida, que tomaram a decisão certa, visto que não foram capazes de “reverter os critérios e as formas de gestão do clube perante os importantes desafios do futuro e, principalmente, a partir do novo cenário pós-pandemia".

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"Pedimos aqui que os resultados da auditoria confiada à PWC para o caso 'Barçagate' sejam apresentados e as responsabilidades sejam esclarecidas, bem como a eventual compensação pelos ativos correspondentes. Como último serviço ao nosso clube, recomendamos que, assim que as circunstâncias permitirem, se convoque novas eleições para permitir gerir o clube da melhor maneira possível”, pode ler-se.

Desde que Bartomeu foi eleito presidente do FC Barcelona, em julho de 2015, aconteceram várias mudanças direção do clube, composta por 21 elementos, com 11 deles a apresentarem a demissão por vários motivos.

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