O Espanhol, à semelhança do que fez o FC Barcelona, apresentou às autoridades para o trabalho um ERTE (expediente temporário de emprego) em que pretende avançar com um corte salarial de 70 por cento aos futebolistas.

A medida foi hoje anunciada em comunicado e afeta os jogadores do plantel principal, da equipa feminina, do Espanyol B, dos juniores e juvenis, bem como treinadores e preparadores físicos das várias equipas.

“O RCD Espanyol, devido à suspensão temporária da competição e à situação excecional que vivemos, apresentou, por razão de força maior, às autoridades para o trabalho um expediente de regulação temporária de emprego (ERTE)”, referem os catalães.

O clube, que conta com o ex-benfiquista Raul de Tomás, diz que se trata de uma medida adotada de “maneira unilateral, por motivos de urgência e responsabilidade para com a entidade e todos os seus integrantes”, e aguarda autorização do estado.

Na mesma nota, o clube indica que os futebolistas entendem a situação e mostraram “vontade e predisposição” para chegarem a um acordo, que evite a tomada de medidas mais drásticas”, colocando em primeiro lugar o “futuro” do clube.

Na quinta-feira, o FC Barcelona também tinha anunciado um ERTE, com uma redução salarial de 70% no plantel.

"Trata-se de uma redução do valor da compensação diária atribuída aos trabalhadores e, por conseguinte, a redução proporcional da remuneração prevista nos respetivos contratos de trabalho", acrescenta o clube da Catalunha, salientando que vai "obedecer escrupulosamente às normas vigentes na lei do trabalho".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 112.200 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 292 mil infetados e quase 16 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 8.165 mortos em 80.539 casos registados até quinta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.858, entre 64.059 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são desde quinta-feira o que tem maior número de infetados (mais de 85 mil).

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