A UEFA congratulou-se hoje com a decisão do Tribunal Federal Suíço (SFT) de rejeitar o recurso do clube albanês Skenderbeu, que tinha sido suspenso por 10 anos de todas as provas europeias de futebol por viciação de resultados.

"Na sua decisão detalhada e completa, o SFT rejeitou todos os argumentos levantados pelo Skenderbeu no seu recurso de 12 de julho de 2019 e confirmou a suspensão de 10 anos do clube de todas as competições de clubes da UEFA devido ao seu envolvimento em atividades destinadas a organizar os resultados dos jogos", pode ler-se no comunicado do organismo que rege o futebol europeu.

A UEFA refere que a decisão do STF incidiu sobre três aspetos importantes dos processos disciplinares relativos à manipulação de resultados, um dos quais que o procedimento disciplinar instaurado em duas etapas pelo organismo, primeiro de caráter administrativo e depois disciplinar, é totalmente justificado e está em conformidade com a lei.

Outro aspeto que destaca é o de que o sistema de deteção de fraudes de apostas utilizado pela UEFA para detetar atividades de manipulação de resultados é "credível e fiável".

Finalmente, a decisão do STF veio confirmar, segundo a UEFA, que os seus regulamentos para punir os clubes por manipulação de resultados não exigem que os seus órgãos disciplinares identifiquem o (s) indivíduo(s) que cometeram um ato de manipulação de resultados para punir a própria equipa.

"A UEFA acolhe com grande satisfação esta decisão, que confirma a adequação e eficiência do quadro estabelecido pelo organismo para combater o flagelo da viciação de resultados", refere a UEFA na nota que divulgou.

De recordar que o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) já rejeitara o recurso do Skenderbeu, que tinha sido castigado pelos órgãos jurisdicionais da UEFA com a exclusão durante 10 anos das competições europeias devido a resultados combinados.

O TAS assumiu-se "com confortável satisfação que o Skenderbeu era responsável por manipulação de resultados" em competições nacionais e internacionais, considerando "proporcional e justificável" a inibição de disputar jogos continentais durante 10 anos e uma multa de um milhão de euros.

O Skenderbeu, que venceu sete títulos de campeão da Albânia na última década, é suspeito pela manipulação de resultados em 50 jogos nacionais e de quatro internacionais, dois na qualificação para a Liga dos Campeões e outros tantos na fase de grupos da Liga Europa, em 2015.

Na sequência desta decisão do TAS, o clube albanês decidiu recorrer para o Tribunal Federal da Suíça, considerando que a sanção aplicada resultou apenas da "perceção pública" dos inspetores da UEFA, acusando-os de utilizarem "métodos sem escrúpulos" durante o processo.

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