O presidente do Comité Olímpico Japonês, Tsunekazu Takeda, negou, em conferência de imprensa nesta terça-feira, estar envolvido em pagamentos suspeitos feitos antes de Tóquio ter sido selecionada para sediar os Jogos Olímpicos de 2020 e pediu perdão pelos eventuais impactos desse episódio na realização do evento.

No mês passado, Takeda foi acusado por um juiz francês por este suposto pagamento.

"Nunca estive envolvido no processo de decisão" sobre o pagamento, disse Takeda, ao ler uma declaração de sete minutos, na qual garantiu "ser inocente".

Takeda, de 71 anos, é suspeito de ter autorizado dois pagamentos a Singapura em 2013, no total de 2,8 milhões de dólares, durante a campanha da candidatura japonesa. Em setembro de 2013, em Buenos Aires, Tóquio obteve a designação para as Olimpíadas, com 60 votos contra 36 de Istambul.

Segundo o processo na Justiça francesa, aberto em maio de 2016, foram feitos dois pagamentos em benefício da empresa Black Tidings, de Singapura, sob o título "Tokyo 2020 Olympic Game Bid", preveniente de uma conta num banco japonês.

"Não estive envolvido diretamente no contrato com a Black Tidings", ressaltou Takeda.

A Black Tidings era administrada por um consultor ligado a Papa Massata Diack, personagem central de vários casos de corrupção na cúpula do desporto mundial.

Invocando as conclusões da investigação de um painel de três juristas designado pelo Comité Olímpico Japonês em 2016, Takeda insistiu em que o montante suspeito correspondia a "remunerações legítimas de um consultor".

Ele afirma que ninguém sabia que a Black Tidings era detida por Papa Massata Diack.

Veterano consultor de marketing na Federação Internacional de Atletismo, Papa Massata Diack é suspeito de ter recebido vários milhões de euros de suborno em contratos de patrocínio, ou para favorecer as candidaturas do Rio de Janeiro e de Tóquio nos Jogos Olímpicos de 2016 e de 2020.

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