Estamos no verão de 2007. Na Holanda joga-se a fase final do Campeonato da Europa de Sub-21. Portugal participa e conta com jogadores como João Moutinho ou Nani. Pela Itália joga Chiellini. Na Inglaterra há Ashley Young ou James Milner e a Bélgica tem Marouane Fellaini. Mas é a seleção da casa que ergue o troféu. E, pela 'laranja mecãnica', um jogador brilha mais do que todos estes, que acabaram por se tornar figuras do futebol mundial.

Royston Drenthe foi eleito o melhor jogador desse Europeu de Sub-21 e, com 20 anos apenas, tornou-se numa das grandes promessas futebolísticas da sua era. Perfilavam-se candidatos à contratação do esquerdino, que era já titular indiscutível no Feyenoord. Acabou por ser o gigante Real Madrid a garantir a sua contratação, pagando 14 milhões de euros pelo jogador ao clube de Roterdão.

Tinha tudo para brilhar, mas dez anos depois de ter sido contratado por aquele que é, talvez, o maior clube do mundo, Drenthe viu-se incapaz de encontrar clube, depois de dispensado pelo Baniyas, clube dos Emirados Árabes Unidos. Decidiu, então, pendurar as chuteiras. Passou dois anos sabáticos, mas entretanto reconsiderou a decisão e voltou aos relvados.

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Do Real Madrid aos escalões mais baixos do futebol holandês, foi um percurso repleto de peripécias para um jogador que parecia destinado a grandes coisas.

Esta quarta-feira, Drenthe completa 33 anos e, recentemente, assinou por uma equipa do terceiro escalão do futebol holandês, o Kozakken Boys, depois de uma temporada no Sparta Roterdão, do segundo escalão. Pelo meio, foi rapper e aventurou-se no cinema...

No Santigao Bernabéu, onde muitos tinham a esperança que fizesse esquecer nada mais, nada menos do que Roberto Carlos, Drenthe começou por encontrar concorrência feroz pela titularidade. Conheceu três treinadores diferentes em três épocas (Schuster, Juande Ramos e Manuel Pellegrini), e, com a chegada de Mourinho, acabou por ser cedido. As noitadas e os problemas extra futebol não ajudaram.

Decorria o ano de 2010 e o jogador holandês chegou a ser dado como alvo de Sporting e Benfica, mas foi emprestado primeiro ao Hércules e, depois, ao Everton, de Inglaterra.

Não mais voltaria a vestir a camisola do Real, de quem se despediu ainda assim com uns respeitosos 64 jogos disputados, nos quais apontou quatro golos. Mas, a partir daí, foi sempre a descer.

Depois da época de empréstimo ao Everton foi para a Rússia, ainda voltou a Inglaterra, para representar o Reading, esteve na Turquia e de seguida nos EAU, onde decidiu então parar a carreira. O regresso deu-se em 2018/19, no Sparta Roterdão, e recentemente tinha anunciado a chegada ao Kozakken Boys.

Por entre tudo isto, lançou-se no mundo da música, como 'rapper'. Aí é conhecido como 'Roya2faces' e lançou várias músicas e um EP.

Também tentou a sua sorte no mundo da representação, fazendo o papel de gangster numa série de televisão holandesa sobre três amigos que se tornavam traficantes de cocaína.

Chegou a pesar quase 100 quilos, mas perdeu todo esse peso para retomar, então, a carreira de futebolista nos escalões secundários do futebol holandês.

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