O atacante brasileiro Elkeson foi convocado pela China para o primeiro jogo das eliminatórias de acesso ao Mundial2022. O avançado do Guangzhou Evergrande pode tornar-se no primeiro jogador a defender a seleção do país sem ter origem no país asiático.

A chamada de Elkeson divide opiniões na China, país que tem como técnico da sua seleção o veterano italiano Marcello Lippi, que trabalha para colocar o gigante asiático para o seu segundo Mundial de Futebol (a China disputou o Mundial2002).

Lippi já falou sobre a falta de avançados no futebol chinês e tenta solucionar o problema com o brasileiro de 30 anos, que jogará com o nome 'Ai Kesen'.

A naturalização de Elkeson é similar ao processo do médio Nico Yennaris, nascido em Londres.

O jogador do Beijing Guoan passou a usar o nome chinês Li Ke e estreou-se pela seleção nacional chinesa em junho. Yennaris, no entanto, tem origens familiares na China, ao contrário de Elkeson, do Guangzhou Evergrande, que joga no país desde 2013.

"De forma a assinar o momento, o avançado deixou uma mensagem nas redes sociais. «Abri mão da minha nacionalidade para tentar retribuir todo o o carinho que recebo aqui desde a minha chegada. Estou muito animado e empolgado", escreveu o jogador no Instagram.

Elkeson já fez mais de 100 golos em quase 150 jogos no campeonato chinês.

Elkeson e Yennaris foram convocados para a partida da China contra Maldivas, agendado para 10 de setembro.

Outros atletas são considerados potenciais futuros naturalizados para defender a China, como os brasileiros Ricardo Goulart e Fernando, além do inglês Tyias Browning.

Alguns adeptos e comentadores chineses defendem a política, que ajudaria a China a avançar no futebol. Outros, porém, questionam como um país com 1,4 mil milhões de habitantes não consegue produzir bons atacantes.

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