A seleção portuguesa de futebol sub-17 inicia no sábado a participação no Campeonato da Europa, na República da Irlanda, com a ambição de repetir glórias recentes e o objetivo de assegurar uma vaga no próximo Campeonato do Mundo.

A equipa comandada pelo selecionador Emílio Peixe fixa como fasquia a presença nas meias-finais do torneio, que equivale de imediato o apuramento para o mundial – a quinta é definida entre as duas seleções derrotadas nos quartos de final com melhor registo -, campeonato que vai ter lugar em outubro, no Brasil. No entanto, para lá chegar, Portugal terá primeiro de superar Hungria, Rússia e Islândia no grupo C.

“Todos têm legitimidade de poder pensar [no título] e nós também podemos ter. Agora, sabemos que o nosso grande propósito aqui é ajudar estes jovens a desenvolver as suas capacidades para mais tarde, quando tiverem oportunidade nos clubes e na seleção A, poderem estar mais bem preparados e responder de forma positiva”, afirma Emílio Peixe.

Em declarações à agência Lusa, o selecionador salienta a mentalidade “jogo a jogo” da equipa e define “uma boa campanha” no Europeu com um futuro a médio prazo na seleção principal preenchido com vários jogadores desta geração, embora os títulos no presente, como aqueles alcançados pelos sub-17 em 2016 e sub-19 em 2018, sejam igualmente uma meta.

“Se me pergunta se gostava de ser campeão europeu? Obviamente que sim. E se não gostava de ir ao Mundial? Claro que sim, sonho com isso todos os dias, mas estamos a falar de jovens jogadores, que se estão a preparar e a agarrar a oportunidade de estarem neste espaço de excelência”, observa, acrescentando: “É nestas competições que sentem que há evolução.”

Emílio Peixe lembra ainda o “feito fantástico” de Portugal enquanto único país da Europa presente nas últimas cinco edições do Mundial de sub-20, para enunciar a “responsabilidade” e a “pressão” que estes jovens têm ao vestir a camisola da seleção, independentemente dos títulos alcançados nos diferentes escalões nos últimos anos.

O médio João Daniel, do Sporting, é um dos 20 convocados pelo técnico para o Campeonato da Europa e um dos intérpretes da ambição lusa em chegar o mais longe possível. Defensor da teoria de que “não há favoritos” para esta competição, o jovem, de 16 anos, assume a “herança pesada” da vitória portuguesa neste escalão em 2016 e a capacidade desta nova geração para enfrentar a pressão.

“Somos Portugal, somos sempre um candidato ao título. Procuramos estar sempre nos primeiros lugares, mas vamos encarar jogo a jogo. Não vai haver favoritos neste Europeu, todas as seleções são muito fortes. Mas é claro que temos esse pensamento [do título], é um sonho do grupo”, frisa o jogador.

Por sua vez, Paulo Bernardo, médio de 17 anos do Benfica, reconhece a seleção portuguesa como um "alvo a abater" neste Europeu. Nesse sentido, o futebolista vinca que a equipa está pronta para o arranque da prova, sem deixar de lembrar que, primeiro, importa superar os três adversários do grupo.

“São três equipas muito boas. Já jogámos com a Hungria, é uma grande equipa e defende muito bem. Também jogámos com a Rússia na Ronda de Elite, é uma grande equipa e causou-nos muitos problemas, mas saímos de lá com a vitória. A Islândia não conhecemos, mas ficou em primeiro no grupo da Alemanha, ou seja, temos em mente de que vai ser um jogo muito complicado e vamos fazer tudo para alcançar as três vitórias”, conclui.

Portugal arranca a sua participação no sábado, às 19:00, diante da Hungria, no UCD Stadium Dublin, disputa o jogo da segunda jornada no mesmo recinto com a Rússia no dia 07, às 15:00, e fecha o grupo C no dia 10, às 17:00, frente à Islândia, no City Calling Stadium, em Longford. A fase final do Campeonato da Europa de futebol sub-17 decorre na República da Irlanda entre 03 e 19 de maio.

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