O 'hacker' Rui Pinto foi acusado pelo Ministério Público dos crimes de acesso ilegítimo e extorsão na forma tentada no âmbito do caso Doyen, avança o Correio da Manhã.

O advogado Aníbal Pinto também foi acusado, no mesmo processo, por coautoria de um crime de extorsão na forma tentada. O causídico vai responder em tribunal por intermediar as conversações com vista ao pedido de uma verba de cerca de 500 mil euros (depois reduzida para 300 mil) em troca da não divulgação de informação comprometedora para aquele fundo.

Rui Pinto estava em prisão preventiva desde 22 de março e teria de ser libertado no próximo domingo se não fosse acusado pelo Ministério Público. Agora, deverá continuar em prisão preventiva enquanto durar a fase de instrução, se esta for pedida por alguma das partes, e o julgamento, se for essa a decisão do juiz de instrução.

Em prisão preventiva desde 22 de março, o português Rui Pinto, de 30 anos, foi detido em janeiro na Hungria e entregue às autoridades portuguesas, com base num Mandado de Detenção Europeu (MDE) que apenas abrange os acessos ilegais aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports, estando indiciado pela prática de quatro crimes: acesso ilegítimo, violação de segredo, ofensa à pessoa coletiva e extorsão na forma tentada.

Na base da emissão do mandado de detenção europeu estão acessos ilegais aos sistemas informáticos do Sporting e da Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de futebolistas do clube lisboeta e do então treinador Jorge Jesus, além de outros contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

O Sporting, a Doyen e o Benfica constituíram-se assistentes no processo, o que lhes permite intervir no inquérito e na fase de instrução, apresentar provas e requerer diligências que considerem necessárias.

No dia em que Rui Pinto ficou em prisão preventiva (22 de março), fonte do Benfica disse à agência Lusa que requereu junto do MP informação sobre a prova produzida na investigação. Rui Pinto é suspeito de ser também o autor do furto dos emails do clube da Luz, em 2017.

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