Os adeptos de dois clubes da Bielorrússia, o único país europeu que ainda tem o campeonato de futebol a decorrer e sem qualquer restrição, vão voluntariamente deixar de assistir aos jogos nos estádios, devido à pandemia de COVID-19.

A claque do Neman Grodno fez um comunicado a anunciar que os seus membros vão deixar de marcar presença nos estádios e pediram aos adeptos dos outros clubes que façam o mesmo, como forma de prevenção ao novo coronavírus.

Os mesmos adeptos do Neman Grodno apelaram ainda à federação bielorrussa que tenha “a coragem” de suspender os campeonatos, tal como aconteceu em quase todo o mundo.

Os apoiantes do Shakhter Soligorsk seguiram o exemplo e também vão deixar de apoiar a sua equipas nos recintos, até que seja novamente seguro poder marcar presença num jogo de futebol.

Na terça-feira, a Federação Internacional das Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPro) revelou que os jogadores que atuam na primeira liga da Bielorrússia estão preocupados por continuarem a exercer a profissão durante a pandemia de COVID-19, uma situação que “não é compreensível e deixa todos preocupados”.

A situação vivida vai de encontro à postura adotada pelo presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, que recusou limitar o movimento das pessoas, tendo mesmo vindo a público afirmar que “é melhor morrer em pé do que viver de joelhos".

Na última jornada, os adeptos que entraram nos estádios receberam gel desinfetante para as mãos, mas poucos usaram máscaras de proteção.

A terceira ronda está agendada para o próximo fim de semana.

O defesa central Denis Duarte atua no Dínamo Brest, o atual campeão, e é o único português a atuar no primeiro escalão do futebol na Bielorrússia.

De acordo com os últimos dados, a antiga república da União Soviética registou até agora 163 casos de pessoas infetadas e duas perderam a vida.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de COVID-19, já infetou mais de 865 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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