O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acredita que a nova legislação de combate à violência no desporto vai permitir uma “aplicação da lei mais rápida e mais profunda”, com vista a “erradicar” o fenómeno.

“De certa forma, essa lei vem-nos dar outra capacidade para termos uma aplicação da lei mais rápida, mais robusta, mais profunda e com consequências mais positivas”, disse o governante, em entrevista à agência Lusa.

Tiago Brandão Rodrigues referiu que “o anterior Governo e esta tutela tiveram uma ação sistemática relativamente ao fenómeno da violência”, considerando que “muitas vezes, o desporto e, especificamente, o futebol tem associado um conjunto de práticas criminosas sérias que acabam por entrar nos estádios”.

“Sabemos bem que a violência acaba por estar muito estetizada na nossa sociedade e temos de trabalhar para a erradicar”, afirmou o ministro da Educação, realçando a criação da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, “criada no ano passado e que permite que a celeridade dos processos seja maior”.

O Benfica contestou, em julho, a constitucionalidade da nova lei de combate à violência no desporto, que obriga ao registo de Grupos Organizados de Adeptos (GOA), alegando, nessa altura, que ninguém pode ser obrigado a integrar uma associação.

“O Benfica tem tomado as suas opções relativamente aos grupos organizados de adeptos, à existência ou não de grupos organizados de adeptos”, observou o governante à Lusa, salientando que as restrições dos GOA nos recintos desportivos, nomeadamente, no que diz respeito ao posicionamento limitado nas bancadas, vão “ajudar as forças de segurança”.

Brandão Rodrigues foi perentório: “Aumenta a possibilidade de segurança do público em geral e é muito importante que esta lei, que agora está em vigor, possa chegar aos nossos estádios, aos nossos pavilhões e que, acima de tudo, possa ser cumprida para haver mais segurança”.

No que diz respeito ao “divórcio” assumido pelo Sporting com as claques Juventude Leonina e Diretivo Ultras XXI, o ministro da Educação disse apenas que “os clubes, genericamente, têm de se sentir cómodos com aqueles que os apoiam e com quem fazem acordos”.

“Acho o mais natural possível que o presidente do Sporting tenha entendido que não queria continuar esta colaboração e esta cooperação com essas duas claques, mas isso faz parte das dinâmicas internas do clube e ao clube diz respeito. Obviamente, nós olhamos com preocupação e com atenção, mas, acima de tudo, com a distância relativamente a estas questões”, comentou.

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