Celtic 0-0 Benfica

19-09-2012 22:35

Nulo com muito suor e pouco brilho

O Benfica não foi além de um empate a zero com o Celtic na estreia na presente edição da Liga dos Campeões. Os encarnados lutaram bastante na Escócia, numa atuação sem grande brilho.
Aimar foi anulado pela maior capacidade física dos escoceses
Foto: AFP

Por João Paulo Godinho sapodesporto@sapo.pt

Um ponto e pouco brilho na estreia nesta edição da Champions. Assim foi a atuação do Benfica esta noite em Glasgow, frente ao Celtic. O nulo final espelha bem as poucas ocasiões de golo num jogo com muito suor e pouca inspiração.

Numa equipa remendada após as saídas de Javi García e Witsel e as ausências de Luisão e Maxi, Jorge Jesus apostou em André Almeida para lateral direito – exibição regular do jovem português - e Enzo Pérez no papel outrora desempenhado pelo jogador belga. Uma equipa que ficou ‘orfã’ da agressividade que o quarteto de ausentes imprimia no jogo.

Em busca de uma nova identidade, o Benfica iniciou o jogo sob o sufoco do Celtic. Fortemente apoiados pelo seu público, os escoceses entraram a todo o gás, pressionando de forma intensa os encarnados. A única solução durante os primeiros minutos era “aguentar a carga” escocesa e tentar o contra-ataque.

Contudo, só aos 15 minutos é que o Benfica se mostrou, com um remate muito torto de Salvio. Estava dado o mote para o reequilíbrio no jogo. O Celtic dominava, mas raramente conseguia criar perigo. Já o Benfica dava a sensação de poder “abanar” o adversário quando saía em velocidade. Porém, a equipa de Jorge Jesus esteve algo insegura nas transições ofensivas e raramente conseguiu desequilibrar o anfitrião. 

Aos 32’, Rodrigo falhou a melhor ocasião encarnada, com o hispano-brasileiro a permitir a mancha do guardião escocês. O avançado ainda reclamou grande penalidade, mas o árbitro Nicola Rizzoli nada assinalou.

O intervalo chegou, com o resultado a mostrar-se justo. Após o recomeço, a equipa encarnada tentou chegar mais à frente, com Salvio e Gaitán a assumirem maior protagonismo. 

Jorge Jesus apostou então em forçar um pouco a luta pela vitória, lançando primeiro Cardozo, e depois Bruno César. O golo encarnado parecia então mais perto, com Gaitán e Garay a falharem duas boas ocasiões.

O cansaço começou a ser notório em algumas unidades e o jogo “partiu-se”. Havia mais espaço para jogar e criar perigo, mas ao cansaço juntou-se a falta de inspiração e discernimento das duas equipas. Só um erro podia desfazer o nulo, mas não houve nem perigo, nem erros. E nem Nolito, a última aposta do treinador do Benfica, conseguiu inverter o rumo do jogo.

O Benfica soma assim o primeiro ponto nesta Liga dos Campeões, num campo onde nunca conseguiu ganhar na sua história.