Celtic 0-0 Benfica
Nulo com muito suor e pouco brilho
O Benfica não foi além de um empate a zero com o Celtic na estreia na presente edição da Liga dos Campeões. Os encarnados lutaram bastante na Escócia, numa atuação sem grande brilho.
Um ponto e pouco brilho na estreia nesta edição da Champions. Assim foi a atuação do Benfica esta noite em Glasgow, frente ao Celtic. O nulo final espelha bem as poucas ocasiões de golo num jogo com muito suor e pouca inspiração.
Numa equipa remendada após as saídas de Javi García e Witsel e as ausências de Luisão e Maxi, Jorge Jesus apostou em André Almeida para lateral direito – exibição regular do jovem português - e Enzo Pérez no papel outrora desempenhado pelo jogador belga. Uma equipa que ficou ‘orfã’ da agressividade que o quarteto de ausentes imprimia no jogo.
Em busca de uma nova identidade, o Benfica iniciou o jogo sob o sufoco do Celtic. Fortemente apoiados pelo seu público, os escoceses entraram a todo o gás, pressionando de forma intensa os encarnados. A única solução durante os primeiros minutos era “aguentar a carga” escocesa e tentar o contra-ataque.
Contudo, só aos 15 minutos é que o Benfica se mostrou, com um remate muito torto de Salvio. Estava dado o mote para o reequilíbrio no jogo. O Celtic dominava, mas raramente conseguia criar perigo. Já o Benfica dava a sensação de poder “abanar” o adversário quando saía em velocidade. Porém, a equipa de Jorge Jesus esteve algo insegura nas transições ofensivas e raramente conseguiu desequilibrar o anfitrião.
Aos 32’, Rodrigo falhou a melhor ocasião encarnada, com o hispano-brasileiro a permitir a mancha do guardião escocês. O avançado ainda reclamou grande penalidade, mas o árbitro Nicola Rizzoli nada assinalou.
O intervalo chegou, com o resultado a mostrar-se justo. Após o recomeço, a equipa encarnada tentou chegar mais à frente, com Salvio e Gaitán a assumirem maior protagonismo.
Jorge Jesus apostou então em forçar um pouco a luta pela vitória, lançando primeiro Cardozo, e depois Bruno César. O golo encarnado parecia então mais perto, com Gaitán e Garay a falharem duas boas ocasiões.
O cansaço começou a ser notório em algumas unidades e o jogo “partiu-se”. Havia mais espaço para jogar e criar perigo, mas ao cansaço juntou-se a falta de inspiração e discernimento das duas equipas. Só um erro podia desfazer o nulo, mas não houve nem perigo, nem erros. E nem Nolito, a última aposta do treinador do Benfica, conseguiu inverter o rumo do jogo.
O Benfica soma assim o primeiro ponto nesta Liga dos Campeões, num campo onde nunca conseguiu ganhar na sua história.
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