Futebol

17-07-2017 19:14

Patrão do Milan ainda agora chegou e já bate recordes

Yonghong Li é o proprietário que mais dinheiro gastou no primeiro ano à frente de um clube.
Yonghong Li
Foto: AFP

Yonghong Li, proprietário do Milan

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

Yonghong Li só comprou o Milan há três meses, por 740 milhões de euros, mas já promete ficar na história. Desde que assumiu a liderança dos ‘rossoneri’, o empresário chinês gastou 187,5 milhões de euros em contratações, passando a liderar a tabela dos novos proprietários que mais dinheiro gastaram na primeira temporada à frente de um clube.

De acordo com um artigo do jornal espanhol ‘Marca’, Li Yanghong ultrapassou o recorde que pertencia a Roman Abramovich, dono do Chelsea, que na época 2003/2004 investiu 167, 5 milhões de euros em contratações. Os ‘rossoneri’, no entanto, ainda deverão ultrapassar a barreira dos 200 milhões de euros. Fala-se na chegada de um avançado para fazer dupla com André Silva, sendo o nome de Álvaro Morata o mais mencionado pela imprensa estrangeira. Renato Sanches também tem sido apontado ao emblema de Milão, mas o negócio parece estar longe de chegar a bom porto.

O caso do Milan não é único no futebol italiano. Nem sequer em Milão. O grupo Suning, liderado pelo chinês Zhang Jindong, proprietário do Inter, desembolsou 157,8 milhões de euros na temporada passada. A liderar a tabela das contratações mais caras está um português: João Mário, que deixou o Sporting para rumar aos ‘neroazzurri’ a troco de 40 ME. Os resultados, contudo, não foram os melhores: sétimo lugar na Serie A, posição que nem sequer dá acesso às provas europeias.

O norte-americano Thomas DiBenedetto, proprietário da Roma, é outro exemplo de alguém que não olhou a meios para atingir os fins na primeira época à frente de um clube, ainda que longe dos valores anteriormente referidos: gastou 91,25 milhões de euros em 2011/2012.

Em Inglaterra, e na milionária Premier League, o recorde pertence a Abramovich. O magnata russo gastou 167,5 milhões de euros no primeiro ano de ‘mandato’ no Chelsea (2003/2004), se bem que o título só chegou na temporada seguinte, com José Mourinho no comando técnico, quebrando um enguiço de 50 anos.

Também em terras de Sua Majestade, o sultão Al-Nahyan (Emirados Árabes Unidos) desembolsou 147,3 milhões de euros na sua primeira temporada como dono do Manchester City, em 2008/2009, sendo ainda responsável pela contratação mais cara da história dos ‘citizens’ até àquele momento: 43 milhões de euros por Robinho, na altura ao serviço do Real Madrid. No que a este defeso diz respeito, é o clube que tem estado mais próximo dos gastos exorbitantes do Milan, com 160 ME reservados para Kyle Walker, Bernardo Silva, Ederson e Douglas Luiz.

O russo Dmitri Rybolóvev, proprietário do Mónaco, completa o pódio dos que mais gastaram no primeiro ano de funções, tendo desembolsado 160,7 milhões de euros em contratações no verão de 2013. Ainda na Ligue 1, o qatari Nasser Al-Khelaifi comprou o PSG em 2011 e gastou de imediato 107,1 ME em reforços. Sagrou-se campeão em quatro ocasiões, enquanto a equipa do Principado apenas conquistou o título na última época.

Em Espanha, o caso mais paradigmático é o de Peter Lim no Valência. O singapuriano comprou o emblema ‘che’ em agosto de 2014, acabando por não ter grande influência nas contratações desse verão, mas na época seguinte desembolsou 143, 7 milhões de euros em reforços.

Conteúdo publicado por Sportinforma